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América Latina: Panorama Rgional 2011-2012

Já se encontra online o abstract do primeiro relatório "América Latina: Panorama Regional 2011-2012", elaborado pelo Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina.


AMÉRICA LATINA: PANORAMA REGIONAL 2011-2012

INSTITUTO PARA A PROMOÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA AMÉRICA LATINA

LISBOA, 26 JANEIRO 2012

Panorama Geral Depois do forte crescimento da América Latina no ano de 2010 (5,2%), a região voltou a crescer em 2011 mas a uma taxa menor (4,3%) sobretudo devido ao enfraquecimento da economia mundial e a uma contracção da procura interna brasileira, a maior economia do sub-continente.

No entanto, na primeira metade de 2011, o ambiente internacional continuou relativamente favorável ao crescimento da América Latina: elevada procura dos principais produtos de exportação, melhoria das balanças comerciais e boas condições de acesso aos mercados financeiros internacionais. Neste contexto, foram vários os países que conseguiram melhorar o desempenho em relação a 2010, nomeadamente os exportadores de petróleo, que se viram ainda beneficiados pela inflação dos preços internacionais, ou alguns países da América central e Caribe, que viram o seu crescimento alavancado pelo aumento das exportações para os Estados Unidos. Nestes primeiros seis meses, os países da América do Sul cresceram 4,6%, mais do que os vizinhos da América Central, que expandiram as suas economias em 4,1.

Dum modo geral, assistiu-se ainda, por um lado, a um aumento generalizado das importações, motivado pela forte procura interna, e por outro a um crescimento das exportações, resultado mais do um aumento dos preços do que do incremento do volume de vendas.

Devido principalmente aos altos preços internacionais de alimentos e combustíveis, a inflação aumentou na primeira parte do ano mas regressou a um valor perto dos 7%, pouco superior ao registado no fim de 2010.

Na segunda metade de 2011, aprofundou-se a desaceleração do crescimento regional. Para isso, contribuíram taxas mais baixas de crescimento das exportações, caída dos preços dos principais bens de consumo exportados e uma diminuição da procura doméstica. Perante a crescente incerteza face ao futuro da economia mundial, as dúvidas em torno da crise da dívida de vários países da zona euro e a consequente volatilidade dos mercados internacionais, o quarto trimestre viu baixar mais as expectativas.

É neste contexto que são feitas as previsões para 2012: um crescimento da economia latino-americana na ordem dos 3,7%, um ritmo mais lento que nos últimos anos.

Comércio A América Latina tem demonstrado resistência à deterioração do clima económico mundial mas, devido aos seus vínculos comerciais globais, não está totalmente imune. Ainda que mesmo as maiores economias da zona euro representem uma percentagem reduzida das exportações latino-americanas (4,2%), toda a zona euro representa 14,8% (20% das brasileiras e chilenas e quase 15% das argentinas e peruanas, de acordo com o Banco Mundial) do total. Financiamento O sector bancário da América latina não depende tanto da afluência de capitais estrangeiros como o europeu, já que, apesar da elevada participação no capital social da banca, a maioria dos empréstimos são financiados pelos próprios depósitos nacionais. Assim, a banca latino-americana não deverá ser afectada pelas dificuldades de financiamento nas grandes economias mundiais.



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